
- Pohan....!
Não tem nada - NADA - no mundo que eu odeie mais do que eventos corporativos. Churrasco de final de ano, por exemplo. É a morte.
Comemorar metas atingidas? Celebrar a amizade? Preparar o espírito para o recomeçar de um novo ano?
Pois pela minha cartilha poderia ser: pago pouco, reconheco, mas disfarço. Mostro minha autoridade expondo pessoas ignóbeis ao ridículo de sua existência proletária. Dou um tapa na sua cara com o tédio.
Tinha que ser churrasco. Carne é o luxo da classe operária. Só faltou a laje e a piscina de plástico. Churrasco é prático, todos gostam, não dá trabalho, é fácil terceirizar e, vamos combinar, barato: vinagrete, pão e guaranita. Eu ODEIO churrasco! Ficar com aquela carniça de animal apodrecendo dentro de si por 3 dias. O cheiro que impregna sua roupa e cabelo. A fumaça que empesteia todos os ambientes - porque lógico, a carne é pura banha!
Os convidados são a parte mais deprimente. Casais desafetos com crianças que choram - sempre, alto e muito. Existências miseráveis expondo o ridículo de uma ascendência servil e de um futuro sombrio. As periguetes barangas. Os tiozinhos passados.
O responsável pela música sempre é o sem-noção. Pagode, axé, sertanejo, gospel, mamonas e outras pérolas do cancioneiro popular só para humilhar e deprimir.
Imagina se tivesse álcool. Porque aí sim seria o tiro de misericórdia. A exposição da metástse entumecida. A lavagem do alterego com soda cáustica, caco de telha e cerveja barata. Já vi famílias desfeitas assim.
Aí tem o bingo. Cinco reais a cartela concorrendo a prêmios de R$ 100. Tudo para ajudar a divertir os otáios e a pagar as despesas do senhor de engenho
Barrigas cheias, é hora de pegar o escort, e voltar pro subúrbio. Ignorar o passado, anestesiar a consciência com a tv e beber mais uma cervejota.
E rezar pra esposa não ligar o som do pisca-pisca da maldita árvore de natal este ano!
...quando vão embora a noite fica linda!
É estranho quando você está numa festa, curtindo já meio colocado, aí chegam ELES.
Olhar de repreensão.
Aí é estranho quando você está conversando sobre música, balada, amenidades, enfim, e ELES começam a falar sobre "o gay que queria estuprar minha amiga..."
A gente finge não dar muita importância, mas aí eles resolvem trocar este video que você tá vendo...
...por ESTE:
Tentando dar uma espairecida, a gente vai pra cozinha prepar mais uns drinks, dar uma força com a louça, e bibibi bobobó... É estranho quando chega o hetero alfa do bando, e insiste em se despedir de você te abraçando e te cumprimentando com aquela mãozinha miúda, mesmo quando você está com o bucha em uma mão e o detergente na outra. Deselegante, sem noção e tenso.
O mundo poderia ser mais simples não tivesse tanta gente uó!
O título deste post é uma célebre frase que aprendi com meu primeiro chefe. Me pareceu adequada para o momento.
Adotando uma, digamos, "nova linha editorial", resolvi que deveria ter um orkut para fins profissionais. Fazer contatos, pesquisa de mercado, e quetais. Quem me conhece sabe que eu odeio, abomino orkut. Já tive uns 15. Nenhum passou de 3 meses. Mas web 2.0 é tendência, e lá vamos nós de novo...
Em menos de um mês um bando de esqueletos ja começou a despencar do meu armário. Na sua grande maioria, mulheres de 40 anos divorciadas (ou não-casadas), cheias de filho. Pessoas que eu não via há mais de 20 anos, cidadãs interioranas que deixei pra trás no ciclo básico resolvem bombardear minha caixa postal com mensagens como "oooooooooooooiiiiiiiiiiiiii!!!!!!!!", "me fala de voce!!!!!!!!!!!!" e outras pérolas do miguxês balzaquiano.

Não quero falar é nada. Vocês não tem o que fazer, arqueólogas digitais?! Que graça tem ficar trocando mensagens com um espectro envelhecido de um passado inglório? Comparar bens materiais e especular a vida sexual alheia? Viver de pensão é fácil?! Vão bater um currículo. Vão carpir um meio lote. Vão todas pra puta que as pariu!
Eu odeio redes digitais!
"PUB-não-sei-o-que" é o pretencioso nome do muquifo. Ponto nobre da cidade, espaço enorme, lotado de gente pra uma madruga de quarta-feira - tipo umas 200 pessoas.
Ótimo score, não fosse na japiúba.
Logo na entrada, Denise e eu somos bombardeados com flyers por leões desdentados.
- Esse é o fryer de amanhã, entra de grátis!
- E toca o quê?
- Deixa ver... Ah, essas paradas aqui, ó! - apontando para o flyer que traz uns manos com cara de pagodeiros escrito ELECTRO na frente.
Então táh!
Entramos, sentamos, vem a garçonete umpa-lumpa.
- Vai beber o quê?
- Não tem bloody mary?
- O que é isso?
- Esquece! O que você faz com vodka Absolut?
- Não sei, deixa eu ver...
Dez minutos depois ela volta.
- Olha, Absolut mesmo só a dose. Os drinks são todos com Smirnoff.
- Mas e se eu quiser algum desses drinks aqui, só q com Absolut ao invés de Smirnoff?
- Não pode.
- Então táh! Me vê uma piña colada.
- Ok, me empresta a comanda.
- Ninguëm entregou. Era pra ter?!
- Xii, é melhor vocês irem pedir lána frente, se não vão brigar comigo!
Então táh. Quinze minutos de constrangimentos Documentos pra cá e pra lá. A gerente desconfiando que era equê. Enfim liberaram a comanda e pudemos beber a primeira. Minha piña colada chegou com um espiral de chantilly em cima qe parecia um sundae. Como assim?!
Enquanto a banda ao vivo se esforçava num "I Can Get (no) Satisfaction" eu salivava desejando algum drink com alguma daquelas Absoluts - e eles tinham vários sabores, inclusive a Pepar. ![]()
Deu meia-noite e finalmente abriram a pista no subsolo tocando Information Society.
O quê?
Sim, em 2009. E não era remix!
Então táh!
Me vê uma dose de Pepar. Enquanto isso, os HT's chegando, e em meia a pista estava lotada com umas 200 pessoas... fazendo absolutamente nada!
Do Information eles pularam pra um eletro minimal que não tinha condições. Subimos pro bar. Depois pro mezanino. O lugar é enorme. Tudo vazio. Tudo sem som. "Não dava pra puxar uma extensãozinha da pista?" é a pergunta que não quer calar.
Na Japiúba, não. Mas dá pra, do fumódromo no mezanino o povo jogar bituca no telhado do vizinho. Um nojo!
Ultima tentativa na pista, que a 1 da manhã está lotada. De pessoas paradas. O som é tão ruim, que ninguém consegue dançar nada!
Quero ir embora! Denise faz cara de "quero dar meu bom koo", mas no fundo sabe que eu tenho razão.
Na fila do caixa, enquanto pagamos, uma longa fila se forma rapidamente atrás de nós.
Vamos às contas: 200 pessoas pagando R$ 30 reais numa quarta-feira representam R$ 80 mil num mês. Se o som e o atendimento estivessem um pouco melhor, esse ticket médio poderia facilmente aumentar pra R$ 50, e gerar R$ 200 mil brutos, ou R$ 160k/mês limpos. Me corrijam se eu estiver errado. Incompetência? Amadorismo?
Será tão difícil assim divertir 200 criaturas japiubaras numa aldeia de 600 mil habitantes?!
Como esse lugar é uó!
E até segunda ordem, este blog está fechando suas portas.
Fica assim então!
Alguém aí sentiu um frio na espinha?

"Automática! Com essa até mulher pode andar!"

"- Até de salto e de saia!"
A moto pra crente. Demorou, mas chegou a autonomia do pobre.
Quem viver verá.
Pra alguém que, como eu, odeia carros, ter que decidir sua próxima aquisição é uma tarefa hercúlea. Ainda mais no Patropi, onde os carros ditos "populares" custam entre R$ 20 e R$ 30 mil.
Só pra se ter uma idéia, nos EUA com pouco mais de U$ 25mil você compra uma carro maravilhoso como um Dodge Charger SRT-8. Aqui, o mesmo carro é vendido por R$ 300 mil. TREZENTOS MIL! Alguém me explica esta matemática?!

Como eu infelizmente não tenho (ainda) 300 paus nem sou otário pra morrer com essa grana na mão de vendedor picareta, tive que me adaptar às condições econômicas locais. Fiz uma pequena lista de possíveis opções, e vamos à luta, filhos da pátria...
Hoje fui na concessionária japiubara da Renault, conhecer o tal novo lançamento "Sandero Stepway". Vi esse carro na rua duas vezes, e me chamou a atenção o fato de ele ter cara de SUV, porém ser menor, e com algumas comodidades, como direção, ar, trio elétrico.
Ledo engano!
O carro não passa de um cubo mágico com rodas. Um mosaico de acessórios, cada um com um preço mais extorsivo que o outro. Todos devidamente (des)organizados numa tabela de preços que nem uma dupla de vendedores da concessionária conseguiu decifrar. Foi tão embaraçoso pra eles quanto pra mim.

- Ouvi dizer que tem na cor verde, é verdade?
- Ahn... bem... leva esse mostruário!
- E quantos km/l ele faz?
- 11 na cidade e 14 na estrada, uma beleza! Veja esse folder!
- Então por que na ficha técnica do site fala que são 9 na cidade e 11 na estrada?
- Ahn... bem... Toma essa cópia do manual!
- Tem banco de couro opcional?
(neste momento os vendedores entraram em looping, e não conseguiram me responder mais nada!)
- O senhor não gostaria de fazer um test drive?
Topei na hora, pra não continuar sofrendo de vergonha alheia.
O carro tem cheiro de plástico. Bancos duros de tecido ordinário. O ar condicionado, só disponível como opcional, faz um barulho ensurdecedor. Na rua o carro realmente chama a atenção. No mal sentido. Uma pagação de mico total.
Saí da concessionária duplamente frustrado. Primeiro com o carro, mais uma pérola da enganação "cross-way-adventure". Segundo, com o péssimo atendimento e com a baixa qualidade do material informativo. Se uma montadora não investe em treinamento dos representantes e na documentação dos seus produtos, melhor que vá vender pizza!
Eu odeio montadoras. Odeio carros populares. Odeio vendedor japiubara!
Ser solteiro é a melhor coisa do mundo. Morar na Japiúba, a pior. Jantar fora, por exemplo, é uma experiência desagradável, verdadeiro exercício de paciência.
Fui conhecer esta semana o tal NERO CRAZY ITALIAN CUISINE. Lugar totalmente pretensioso, mas que nem site tem. Dizem que pertencem ao mesmo dono do igualmente fracassado Mad Jack, cópia imperfeita do Outback.
O Nero tem um estacionamento minúsculo e vazio, com dois funcionários que não servem pra absolutamente nada, a não ser apontar pra única e óbvia saída.
Na primeira mesa que sentamos ficamos 14 segundos. Um bebê da mesa ao lado começou a berrar esganiçadamente, e não parou até sairmos do restaurante. Eu, que já odeio crianças, odeio mais ainda pais. Principalmente os que levam fedelhos de fraldas a lugares públicos. Alguém tinha que proibir isso, e não o fumo. Questão de proporcionalidade dos malefícios.
Na segunda mesa pedimos pãezinhos de alho de entrada.
- Eles já estão incluídos no couvert, explicou o garçon.
- Nós não pedimos couvert, respondi.
- Já está incluído.
- Então tá! Me veja então um blood mary. Que vodka você tem?
- Essas deste cardápio.
- Ok, me veja de Wiborova.
Meia hora depois ele me traz um blood mary. E MAIS uma dose de Wiborowa!
- O que eu faço?, bato eu mesmo meu drink?
- Ah, era pra misturar?, pergunta a pessoa desnorteada.
Neste momento iniciou-se meu processo de emputecimento progressivo. "Ai, que saudades do Ritz!", pensei.
Levou as bebidas embora, e quando trouxe de volta, pra minha decepção, eles não tinham sequer lavado o copo. Ao provar, tive o desprazer de constatar que não era um blood mary, mas um tomate passado batido no liquidificador com vódka. Terrível.
O filé que pedi chegou logo em seguida. Mal-passado, exatamente ao contrário do que pedi. Pura gordura, carne dura, sem tempero. Um pavor! Comi apenas o talharini que o acompanhava. Que também estava pura manteiga, e mole demais, ao invés de al dente.
Tragam a conta! URGENTE!!
Inacreditáveis R$ 60 reais por um prato de macarrão, um bife e um blood mary de tomate podre. Cartão na mão, pedi:
- Você pode trazer a maquininha?
- Maquininha de quê?
De escrever, cabeção! De cortar pêlos do nariz. De trocar o canal da tv, pra eu não ser obrigado a assistir CSI-Miami enquanto janto.
Saí putíssimo e mal comido. Prometo nunca mais voltar. Lugarzinho uó. Povo uó!
Heleninha e Dercy desceram à Ubatuba. Via Japiúba, como a mãe de Dercy mandou. Então tá! Cinco horas de carro. Meus reflexos não são mais oos mesmos, você sabe. Como as quatro da tarde já estava frio, voltaram pra pousada, e dormiram até o dia seguinte.

Dercy levou duas horas no café da manhã, e mais uma hora dirigindo seu Fíet 147 até a praia. Lá Heleninha ja chegou calibrada no otim e na taba. "- EU QUERO É FERVÊ!!"
Dois pegas e Dercy surtou. Ficou transtornada. Tirou a roupa na praia. Dançou conga-la-conga. Mexeu com todos os homens das barracas vizinhas. Gritou palavrões pra todas as famílias que passavam em inglês, português, árabe e em quatro outras línguas desconhecidas. Contou a história da sua vida, e chorou. Saiu correndo trançando as pernas e gritando "Vovozinho!!!", até capotar no mar até ser resgatada pela Heleninha, colocadíssima.
- Me larga, porra!, tá achando q eu sou véia, é?!

Então tá!
Na volta da subida da serra, o Fíet fundiu o motor. Aquela fumaça preta, cheiro de óleo queimado, Dercy surtada, Heleninha colocada, um pavor!
Toca chamar a Porto, que leva umas duas horas pra chegar. Até lá já tinham chegado os alibans, o DER, o guincho do DER, o Obama... e Dercy encarnava a Bernadete lindamente.

- Môzdro!, vou deixar az vita cazete no carro. Anotaí. Também vou deizar eze ralo do banheiro lá de casa, que eu vou drocar azim que eu chegar... E ezas duaz tabuinhas, que é pra eu fazer uma eztante bra colocar unz livroz.... BERAÍ!!, tem meu peixe conzelado no borta-mala também...

Como esse povo de Caçapava é uó...!
De tempos em tempos (re)aparece alguma coisa realmente boa na internet.
Eu amo Grace Jones. Esse vídeo novo dela é tudo. E a música?
Eat me alive!
Heleninha foi com uma amiga ao cinema ver "Ele Não Está Tão Afim de Você". Um filme de temática loser para pessoas igualmente.
Mas nada é loser demais para a Japiúba.
Duas adolescentes sentadas atrás incomodavam a sala inteira, falando alto, mandando torpedos no celular e chutando as cadeiras das pessoas da frente. Incomodados, os vizinhos pediram pra calarem a boca várias vezes. Fizeram cara feia. Mudaram de lugar.
Lá pelas tantas, Heleninha surtada virou a garrafa de água nas duas. Cinco segundos depois, a ficha caiu. "- ESTAMOS MOLHADAS!!", e foram embora.

A amiga de Heleninha fez cara de espanto.
- Resolvi o problema, não resolvi?! E meu koo, kerélio!! ![]()
E eu descobri em Santa Monica um boteco excelente, chamado BAR PINTXO! Adorei!!!!!

Entrei, e tomei uma cerveja, que eh enorme e la eles chamam de PINT. Super sexy!!!
Como o lugar estava cheio de pessoas interessantes, aproveitei pra dar uma PINTXA rapida!
Minha amiga que estava comigo ja deu uma ideia: quer abrir do lado um bar lesbico chamado BUTXA!
LUXO!!
E domingo fui ver Batman Cavaleiro das Trevas pela 4a. vez no cinema.
Só que desta vez fui no IMAX do Shopping Bourbon, na Barra Funda. Tem uma mega-über-tela gigante, e um som...putz!, um som matador!! Valeu cada centavo dos meus R$ 15 do meio ingresso!

O que me impressiona nesse filme, é, claro, o Coringa. Ele tá muito insano, sarcástico, masoquista, cruel, gótico, cínico, inteligente e, claro, oscarizadamente BEM INTERPRETADO!

Esse cara vai fazer falta em Hollywood...!
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